Um mandato para o desenvolvimento num mundo conectado

30 Abr, 2019

Por altura da sua passagem pela Guiné-Bissau, no âmbito de um périplo por África, Martin Bröckelmann-Simon, Diretor Gerente da Divisão de Cooperação Internacional da Misereor desde 1999, partilhou com a e-NCONTROS um pouco da sua extensa experiência no trabalho para o desenvolvimento. Dos estudos em sociologia e economia do desenvolvimento, à relação com o Brasil, a América Latina e os países Lusófonos, passando pelo trabalho da Misereor, a relação fraterna com a FEC e a experiência dos catadores de papel de São Paulo, Martin é claro e seguro quando diz que a força da gente e o espírito de desenvolvimento devem ser o foco fundamental das agências de cooperação. Aspetos a “estimular, suportar e fortalecer” num mundo conectado em que os fenómenos exigem respostas globais e transversais. No final, o que é essencial saber é: “a pessoa cresceu ou não? Mudou a sua vida?”

e-NCONTROS – Fale-nos um pouco do seu percurso

Eu levo uma série de anos de acompanhamento de projetos no Brasil. É um país que ficou dentro do meu coração, também por razões biográficas. Um tio meu emigrou nos anos 1919/20 para o Brasil – logo depois da primeira guerra mundial – como um jovem em busca de um futuro melhor. Lá, enamorou-se com uma italiana e nunca mais voltou para a Alemanha. Era sempre o tio distante, desconhecido, lá do Brasil: a família que não falava alemão. Então eu fui o primeiro da família a fui visitar a família brasileira, lá no interior do estado de São Paulo. Essa é a razão pela qual eu me enamorei pelo Brasil e fiquei assim, sempre ligado um pouco ao mundo lusófono. Porque também nos anos em que eu acompanhei os projetos do Brasil houve um espaço de tempo, numa outra agência, em que eu acompanhava projetos em Angola e em Moçambique, ainda na época da guerra – em 1983-84 – ou seja, ainda uma época difícil. Lembro-me de uma visita ao Huambo em que à noite se podia ouvir as explosões das granadas. Não tinha água, não tinha luz. Era um tempo difícil. Bom, mas na Misereor já estou há 33 anos. Comecei como encarregado de projetos de várias partes do Brasil. Depois assumi outros países da América Latina, como Paraguai, Chile, Argentina, Bolívia e, em 1994, assumi a Direção do Departamento da América Latina na Misereor. Desempenhei funções como Diretor do Departamento América Latina durante cinco anos e, em 1999, assumi o cargo de Diretor de Cooperação Internacional na gerência da casa. Somos três diretores gerentes. Eu dedico-me ao trabalho internacional que a Misereor faz.

 

e-NCONTROS – Como foi o início da sua carreira na Misereor?

Era uma época em que a Alemanha tinha uma campanha de apoio a África, em 1983-84. Nos meios de comunicação falava-se muito da fome em África. Era um esforço conjunto de muitas agências para consciencizar o público alemão para a situação em África, especialmente em alguns dos países que sofreram mais situações de fome prolongada. Como naquele tempo eu trabalhava numa agência de ajuda humanitária e falava português, fui solicitado para visitar Angola e Moçambique. Então, fui para conhecer e fazer uma espécie de reportagem sobre a situação lá: uma situação séria de fome por causa da guerra, por causa de falta de investimento no desenvolvimento rural, por uma série de razões. Esse foi o motivo pelo qual eu fui a essa região, embora não fosse ainda com a Misereor. Mas tudo começou com os meus estudos. Como eu estudei sociologia, sociologia do desenvolvimento e economia do desenvolvimento, é claro que a minha vida me ia levar para um trabalho dentro do contexto internacional, de desenvolvimento, de ajuda humanitária, e quando eu me formei, nos anos 80, é claro que eu procurava um trabalho num desses âmbitos. Então, comecei a trabalhar em várias agências, sobretudo na África Lusófona, mas também em parte da América Latina e, em 1985, fui para a Misereor como encarregado de projetos do Brasil. Procurava-se um responsável para o Brasil e eu candidatei-me.

 

e-NCONTROS – O que é que mais o tem surpreendido ao longo destes anos de trabalho?

Posso dizer que o que mais me impacta até hoje é sempre a força da gente. Porque, apesar de tanta miséria, de tantas deficiências que existem, em termos de políticas, em termos de condições, de estruturas, de pressão, de repressão, a força da gente sempre deixa-me assim… eu volto sempre animado das viagens, sempre. Com uma única exceção: as visitas aos campos de refugiados que fiz nos últimos anos. Nos últimos cinco anos, com as guerras no Médio Oriente, as coisas mudaram bastante. Mas, quando se trata de projetos de desenvolvimento, das mais variadas índoles, não importa de que setor seja, eu sempre volto impactado. Porque eu percebo que a gente – mesma gente que não sabe ler nem escrever, a gente desprivilegiada, pobre – tem muita força. É um espírito de desenvolvimento. Quando falamos de desenvolvimento, falamos de desenvolvimento de pessoas. Porque o desenvolvimento é uma coisa que não se pode trazer. Já está sempre lá. Está dentro das pessoas. O que nós podemos fazer é estimular, suportar, fortalecer esse espírito que existe. Porque as soluções, em muitíssimos casos, estão lá. É só prestar atenção às ideias da gente. Deixar a gente mesma desenvolver as suas próprias ideias. O que hoje chamamos de people lead development, ou seja, o povo que dirige o desenvolvimento – é exatamente essa a ideia. O que mais se tem mostrado como solução sustentável tem sido isso: quando a própria gente assumiu a responsabilidade e começou a descobrir a sua própria criatividade e começou a desenvolver um sentimento de auto-confiança, de confiar em si mesmo. “Eu tenho o poder de mudar. Eu posso mudar o mundo”. E o que nós devemos fazer é oferecer espaços para que essa gente possa fazer essa experiência. É o primeiro passo. Quando eu começo a mudar alguma coisa que me molesta, que faz um problema, aí começa o desenvolvimento. Isso é a minha experiência, a minha perceção do que nós estamos a fazer, do que nós temos que fazer, não importa em que setor seja. Pode ser saúde, ensino, desenvolvimento urbano, desenvolvimento rural, sempre é assim. Isso é a conclusão que eu tiro depois de muitos anos de trabalho nesse setor. Já a situação dos refugiados eu acho que é diferente. Porque quando você trabalha com refugiados, você trabalha com gente que não olha para a frente, que olha para trás. Porque não quer estar onde está no momento. Quer estar de volta a casa, viver em paz no lugar de origem e não quer estar onde está. Os refugiados não querem ficar no campo de refugiados. Então, é muito difícil trabalhar o tema do futuro. Pensar o futuro, mas não no lugar onde estão. Projetos de desenvolvimento com refugiados é difícil.

 

e-NCONTROS – Como é que vê a missão da Misereor num contexto de desafios que são simultaneamente locais e globais? Como é que a Misereor vê a sua missão para uma transformação social?

Eu entendo o dever da Misereor de ser um facilitador. Não de oferecer soluções, mas de contribuir para que a própria gente, os nossos próprios parceiros possam encontrar soluções mais adequadas. É por isso que nós não queremos ser, nós mesmos, operativos. Nós não estamos a executar projetos. Fomos criados para apoiar iniciativas que provêm de parceiros locais. E quando falo de parceiros locais, muitas vezes não é a própria gente. Muitas vezes são intermediários, como a Caritas é um intermediário, ou outras ONG são intermediárias. E o desafio é que esses parceiros locais tenham um espírito de trabalho que realmente vise o estímulo e a facilitação desse espírito de autoajuda, de autoconfiança da gente. Porque quem deve dirigir o automóvel é a própria gente e não o intermediário – e muito menos nós. Nós nos devemos entender como um terceiro plano do jogo. Estamos bem no fundo e não na frente. Isso é um pouco a nossa ideia. A visibilidade da Misereor, no melhor dos casos, não se dá através de placas e adesivos que você poderia encontrar em algum lugar, mas através da gente fortalecida. Se eles falam bem da Misereor, a alegria é grande. Mas não é necessário que falem de nós.

 

e-NCONTROS – Pode fazer um breve resumo da história da Misereor?

Somos uma agência financiadora. Fomos criados para isso há 60 anos. Fomos criados como campanha quaresmal, logo após a segunda guerra mundial, como uma forma de retribuir a solidariedade recebida por parte da comunidade internacional. Porque nos esforços de reconstrução da Alemanha, o país recebeu muito apoio, mesmo dos países chamados “pobres”. Então a ideia dos bispos naquele momento era a de criar uma campanha de solidariedade, visto que naqueles anos havia muitos problemas de miséria e fome no mundo. Então, foi pensada como uma campanha de uma só vez, de um só ano. Mas o sucesso foi tão grande que os bispos decidiram dar continuidade à campanha, então criaram uma estrutura para isso, com uma tripla missão. A missão da Misereor é expressar solidariedade e apoiar projetos, iniciativas de parceiros locais da Igreja Universal; trabalhar a espiritualidade quaresmal, de renúncia aos bens materiais, e de partilhar o que a gente tem com outros que não têm; e de iniciar um trabalho de conscientização e de incidência política junto aos poderosos da nossa própria sociedade. Porque já naquele ano de 1958 os bispos tinham a consciência de que a forma como nós estamos vivendo, produzindo, tem o seu impacto sobre a vida de outros em outros lugares do mundo. O mundo está conectado. Não se pode pensar a Alemanha sem as suas relações económicas e políticas com outros países. Então, temos um mandato político, de trabalhar dentro da nossa própria sociedade e levantar questões sobre a nossa própria responsabilidade sobre os problemas globais e os desafios globais. Esse triplo mandato nós levamos a sério e, por isso, nós estamos a ver o trabalho que fazemos: apoio a projetos em 92 países, com 2.500 parceiros, 5.000 a 6.000 projetos em execução atualmente. Isto é só uma parte da nossa atuação. Junta-se também o trabalho da nossa própria espiritualidade quaresmal, o trabalho político junto do governo alemão, os poderosos e as grande companhias alemãs e também ao nível europeu. Para nós, têm os três a mesma importância.

 

e-NCONTROS – Como surgiu a relação com a FEC e esta parceria que se tem vindo a estabelecer ao longo do tempo?

Isso surgiu dentro da nossa cooperação na rede CIDSE. A CIDSE é uma rede que é um presente – um presente de intercâmbio de experiências parecidas e, ao mesmo tempo, muito diferentes, de 16 países. Os encontros da rede são sempre muito ricos. Naquele contexto, quando há sempre intercâmbio sobre experiências de cooperação mundo afora, também surgiu essa ideia de uma maior cooperação entre FEC e Misereor nos países lusófonos, porque temos uma presença nesses países. Mas também com base nas experiências positivas da cooperação em Angola e Moçambique, com parceiros compartilhados, surgiu a ideia de aproveitar a disponibilidade de recursos adicionais provenientes do governo alemão para o trabalho em África, para reforçar a nossa cooperação entrando de novo na Guiné-Bissau. A cooperação surgiu da irmandade das agências católicas de desenvolvimento.

 

e-NCONTROS – Como é que vê este percurso que tem vindo a ser feito com a FEC?

Acho que foi um processo de aprendizagem mútuo, porque a FEC, pela sua história e sua missão, por ser uma entidade portuguesa, tem acesso às realidades dos países lusófonos em África que a Misereor não tem, nunca vai ter. Então, isso enriquece-nos, nos contactos, nas relações com os nossos parceiros comuns. E espero que o facto de sermos entidades bem diferentes, em termos de tamanho e de gama e variedade de atividades, não tenha afectado negativamente as relações fraternas. A meu ver isso nunca aconteceu, nunca jogou papel nenhum. Foi sempre um trabalho, uma cooperação, de respeito mútuo e de reconhecimento do valor do outro. Então, é realmente uma experiência de partilha fraterna entre duas agências que estão muito perto uma da outra.

 

e-NCONTROS – Qual é que tem vindo a ser a estratégia da Misereor na África Ocidental e, em particular, na Guiné-Bissau?

Ainda estamos numa espécie de experiência piloto e vamos ter que ver se, e de que forma, podemos seguir essa viagem em conjunto. Isso vai depender da disponibilidade de recursos, mas, de modo geral, o que estamos a fazer aqui corresponde a atividades e a estratégias que temos noutras regiões da África Ocidental e também dentro da África em geral, que é o fortalecimento da população local em termos culturais, em termos de reconhecimento dos seus direitos. Fortalecer a sociedade civil em situações e estados de muita fragilidade e, assim, contribuir para a promoção da paz e a prevenção de conflitos. Isso nós também entendemos como missão e se pudermos continuar isso na Guiné-Bissau, com a FEC, vamos fazê-lo com muito prazer. Já estamos a fazê-lo, por exemplo, em Angola. E o que me alegra é esse intercâmbio de experiências dos diferentes países – Angola e Guiné-Bissau, Angola e Moçambique, Angola e Brasil, etc. São experiências muito positivas, porque pensamos que os desafios do mundo atual não podem ser respondidos isoladamente por um país. São desafios realmente globais, que exigem da família, dos países, da família das nações, respostas coordenadas, articuladas, intercambiadas. E, se isso é verdade em relação aos governos, ainda mais é verdade em relação à Igreja – a Igreja Católica é uma Igreja universal – e à sociedade civil em geral. Nós temos de procurar articulação de forças e um intercâmbio de experiências entre os diferentes países, porque isso é muito enriquecedor e vai fortalecer a atuação de cada um de nós.

 

e-NCONTROS – Para a Misereor são muito importantes os efeitos que os projetos trazem. Como é que têm vindo a verificar o impacto da vossa acção?

É uma pergunta muito difícil. Quem sabe qual é metodologia mais adequada, mais certa, de medição de efeitos? Nós tão pouco sabemos. É um campo de experimentação, de fazer experiências, e sempre lutamos para que não seja feita de uma forma uniforme. Porque sempre corresponde a setores onde você tem a sua atuação. Claro que sim: às vezes indicadores quantitativos podem dizer muita coisa, mas às vezes não é o caminho certo para realmente chegar ao fundo dos efeitos. Porque, se for depender dos números e indicadores quantitativos, sem falar em indicadores qualitativos, como eu falei no início… se o indicador de desenvolvimento é o crescimento de auto-confiança da gente, você teria de inventar formas de identificar isso. Isso não podemos fazer a partir da Alemanha. É junto dos nossos parceiros que se tem que encontrar soluções para isso. Então o que estamos a tentar fazer é criar uma consciência sobre a importância dos efeitos. Porque houve épocas na história do desenvolvimento em que se contentava com uma listagem de atividades realizadas, como se fosse isso o desenvolvimento. Ou seja, concluímos X cursos de alfabetização ou Y cursos de mestres de obra, mas o importante é: e agora? O que fizeram essas pessoas? Como conseguiram mudar a sua vida? Qual o impacto que isso teve sobre a vida dessas pessoas? Não basta construir uma escola profissional e dizer “isso é desenvolvimento.” O importante é saber se isso tem contribuído para mudanças significativas na vida da gente pobre, em termos de ingressos maiores, em termos de maior liberdade, em termos de possibilidade das crianças irem à escola, em termos de maior participação política – porque o autoestímulo cresceu e a pessoa atreve-se a dizer publicamente coisas que antes não se atrevia – esse tipo de coisas. Isso é que tem que se identificar para saber se estamos a fazer a coisa certa ou a coisa errada. Acho que isso é o essencial de toda esse discurso sobre avaliações e efeitos e impactos e indicadores e tudo isso. O essencial é isso: a pessoa cresceu ou não? Mudou a vida dela?

 

e-NCONTROS – A Misereor tem duas áreas de estudo e investigação, a soberania alimentar e a proteção da criação. Como é que estas duas áreas inter-dialogam e como é que elas fazem crescer a organização?

Isso é um desafio permanente porque – como em todas as agências – o trabalho doméstico e o trabalho internacional são dois mundos separados. O trabalho de incidência pública, política e também o trabalho de educação e a angariação de fundos, constituem um contexto, e o trabalho internacional é outro contexto e, muitas vezes, não se entendem e trabalham sobre prioridades diferentes. Quando criamos essa nova estrutura como experiência piloto, o nosso entendimento era criar polos de aprendizagem. Como fazer melhor a procura de respostas aos desafios globais? Como conseguir a soberania alimentar? A boa comida para todos, não só para os alemães, se não também para os brasileiros, os angolanos, a gente da Índia. Então, quais seriam as respostas que poderíamos encontrar juntos? Como impacta a nossa maneira de consumir alimentos sobre a vida de produtores em África, na América Latina ou na Ásia? E como trabalhar isso? Alimentando experiências feitas nos projetos apoiados por nós, no trabalho doméstico que fazemos. E a preservação da criação? Toda a questão da produção da energia, as alterações climáticas, são desafios enormes para toda a humanidade. A luta pelos recursos naturais é um desafio para toda a humanidade. Então, como experiência piloto, achámos que esses dois eixos temáticos poderiam constituir esse tipo de polos de aprendizagem que vamos desenvolver mais. O que queríamos era, como nós somos uma organização muito grande, de 350 funcionários, iniciar uma nova forma de trabalhar muito mais articulada entre departamento internacional, departamento doméstico ou departamento de administração, de serviços internos, ou seja, entender melhor uma forma de trabalhar conectada. Esse desafio continua a ser enorme, mas a nossa avaliação preliminar é positiva e queremos continuar isso. São experiências piloto e são exemplos.

 

e-NCONTROS – Há alguma história que o tenha marcado no seu percurso?

Eu poderia falar dos catadores de papel da cidade de São Paulo, por exemplo. Gente que vive na rua, que dorme debaixo das pontes, que num dia não sabe o que vai comer no outro dia e que realmente vive em condições muito miseráveis. Eles, com o apoio dos Franciscanos lá, que iniciaram um programa chamado Sofredores de Rua, começaram passo por passo a criar uma cooperativa de catadores de papel. Então, juntaram as suas forças, superaram o isolamento do individual que luta pela sua própria sobrevivência sozinho, juntaram-se e aumentaram assim o seu poder de negociação com os comerciantes de papel e conseguiram estabelecer-se como um dos atores no mercado de papel usado de São Paulo. E conseguiram aumentar as entradas na própria bolsa e começaram a crescer como pessoas, porque se sentiam respeitados, como gente reconhecida, que produz valor, que contribui para a economia da cidade. Não só contribuíam para a limpeza da cidade, como produziram um valor agregado na reciclagem de material que poderia ser usado de novo. Acho que isso é um bom exemplo de que passos pequenos, de juntar, começar a sentar-se ao lado da pessoa que está a sofrer escutar, ouvir a história dele, levantar ideias junto com eles, isso ajuda ao crescimento. Primeiro cresce a pessoa, depois cresce a organização, e depois cresce a pessoa de novo com o crescimento da organização, e isso é desenvolvimento. E se criam novas realidades.

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