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Municípios portugueses juntos pela educação na Guiné-Bissau

O projecto "Djunta Mon - Ensino de Qualidade em Português", com o qual a FEC procura melhorar a qualidade do ensino e afirmar a língua portuguesa na Guiné-Bissau, conta agora com a participação de cinco municípios portugueses: Santa Maria da Feira, Vagos, Santarém, Portimão e Faro. Cada um irá contribuir com doze mil euros para o projecto que, durante três anos, prevê investir mais de um milhão de euros no apetrechamento de 164 escolas e na formação de 255 professores e 168 directores

As escolas em questão localizam-se nas regiões de Bafatá, Cacheu, Tombali, Quinara e Bolama. Segundo João Amado, que coordena o projecto da FEC ao nível do território português, o objectivo fundamental desta iniciativa é "melhorar a qualidade didáctica do ensino praticado na Guiné, recorrendo não só à formação intensiva de professores, mas também à preparação dos directores de escola ao nível da gestão e da administração". Neste âmbito, os doze mil euros que cada um dos referidos municípios irá investir deverão servir para intensificar o ensino das ciências integradas e da matemática, mas, principalmente, da língua portuguesa, cuja difusão nesse país africano está praticamente limitada à escola e à rádio.
 
A propósito da realidade educativa guineense, João Amado sublinha a circunstância de os conteúdos pedagógicos no país serem determinados pelo facto de só cinco por cento da população falar português, embora a Guiné seja um país de língua oficial portuguesa. Por outro lado, “ao nível estrutural, as escolas têm condições muito pobres, situando-se em comunidades de um meio rural, com todas as dificuldades logísticas que isso acarreta". Face a estas dificuldades, o investimento previsto pela FEC para a Guiné, na área da Educação, até final do ano lectivo 2011/2012, irá incidir sobre "o apetrechamento de escolas com materiais didácticos adequados" e o financiamento dos recursos humanos necessários, como docentes e cargos directivos.

Actualmente, a FEC tem uma equipa de dez pessoas a trabalhar na Guiné-Bissau, "depois de uma fase inicial em que as contratações envolviam sobretudo formadores expatriados", explica o coordenador do Djunta Mon. A equipa conta agora com três contratados locais, além de outros vinte em regime de prestação de serviços". O projecto "Djunta Mon" está a funcionar desde Setembro de 2009. Nesta fase, espera-se que a comparticipação de cada um dos cinco municípios portugueses que assinaram o protocolo com a FEC seja aprovada em definitivo nos respectivos órgãos de poder autárquico.



29/01/2010 | Gabriela Costa | Projecto Djunta Mon
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