Timor-Leste é um dos mais jovens países do mundo, tendo sido declarada e reconhecida a independência a 20 de Maio de 2002. Sob domínio português até 1974, foi posteriormente invadida e ocupada pela Indonésia até 1999. Foi neste ano que se realizou o referendo, em que 80% da população votou pela independência do território. A ONU foi chamada a intervir no território na sequência dos conflitos instigados pelas milícias favoráveis à Indonésia, permanecendo no país até a independência
O país regista uma população de cerca de 870.000 habitantes, na maioria de origem malaia, melanésia e polinésia, aos quais acresce cerca de 33.000 emigrados. Timor-Leste é um país rico linguisticamente. O Tétum e o Português são as línguas oficiais, constituindo o bahasa indonésio e o inglês línguas de trabalho, que convivem com mais de quinze línguas nacionais.
Timor-Leste está dividido em 13 distritos, cada um dos quais organizados em sub-distritos. A capital é Díli, sendo que ¾ da população do país vive em zonas rurais. É o quarto país mais pobre do sudeste asiático, com 21% da população a viver com menos de 1 USD por dia e 40% que não têm as necessidades básicas de alimentação, saúde e educação asseguradas. O país regista uma taxa de crescimento populacional de 1,9%, 42,5% composta por pessoas com de 15 anos e 2,3% com mais de 64 anos. A taxa de mortalidade infantil é de 9% no primeiro ano de vida e de 13% até ao 5º ano de vida. A esperança média de vida é de 46,7 anos para os homens e de 48,4 anos para as mulheres. (Governo da República Democrática de Timor-Leste 2003)1.
A destruição provocada pelas milícias em 1999 foi de tal ordem, que para além dos inúmeros mortos e desaparecidos o território viu todas as suas infra-estruturas e equipamentos sociais, de saúde e administrativos serem destruídos, assim como grande parte do seu parque habitacional. No sector da educação, a taxa de analfabetismo afecta cerca de 50% da população. Cerca de 25% das crianças não frequenta a escola, e apenas 1,5% da população possui formação de nível superior (Governo da República Democrática de Timor-Leste 2003).
Na área da saúde os indicadores são igualmente preocupantes. A rede de hospitais e centros de saúde é bastante deficiente, conduzindo as pessoas a percorrer a pé enormes distâncias para terem assistência. Apenas 40% da população tem acesso a água potável e 16% a saneamento (Governo da República Democrática de Timor-Leste 2003). Para além das infra-estruturas deficientes, a escassez de médicos e de profissionais de saúde limitam a existência de diagnósticos e de apoio para a prevenção e combate de doenças. Três em cada dez crianças sofrem de desnutrição. Este número sobe para quatro nas zonas de montanha, onde a agricultura de subsistência constitui a base para a alimentação das pessoas.
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1 Governo da República Democrática de Timor-Leste, Ita iha ne´ebe ona ohin loron, pp19-24, s/l., 2003