Ser Missionário em Tempo de Covid-19

15 Mai, 2020

A FEC dinamiza desde 2002 a Rede de Voluntariado Missionário, com 61 organizações, e é anualmente responsável pela formação de dezenas de voluntários missionários que partem com grupos diferentes, para missões diferentes, criando laços e sinergias para projetos ainda mais ricos.

Deixamos o testemunho de dois Missionários do CMAB (Centro Missionário Arquidiocesano de Braga), vindo de Moçambique.

Testemunho de Susana Magalhães Vieira e Rui Magalhães Vieira | Missionários do CMAB | Em missão em Ocua, Pemba (Moçambique):

missionarios_CMAB pemba susana rui

“Neste tempo de dificuldades e de provações quase tudo mudou e, ao mesmo tempo, tanta coisa permanece como antes! Permanece o “estar em Missão”, a vontade de “ser Missão” e a convicção desta vocação. A convicção de que ser missionário é uma entrega total ao outro. Perante a dúvida e a incerteza, a decisão de permanecer no local que nos recebeu e dar continuidade ao “Sim” que nos enviou, e continuar a trocar o (talvez) certo pelo (talvez) incerto. E ir buscar o mesmo entusiasmo e convicção do primeiro dia e com o mesmo turbilhão de emoções continuar a viver, lutar e assistir às mesmas dificuldades agora acrescidas de um inimigo oculto.

E, afinal, o que muda? Muda a forma. A forma de estar com os outros: não há apertos de mão, não há abraços, há menos sorrisos. A forma de trabalhar: não há trabalho de pastoral “de campo”, permanece o trabalho essencial ajustado à nova realidade e idealizam-se novas formas de ajuda; adiam-se projetos e ideias que começavam a ganhar forma; intensifica-se o famoso “teletrabalho”, projetando o regresso à normalidade. Mudam os avisos e as chamadas desta ou daquela atividade para os avisos dos cuidados constantes a ter; bem como para serenar certos momentos de inquietação e de desânimo pelo que fica por fazer.

E mudam sentimentos: ora há mais angústia, medo, incerteza,… não muito diferente ao de outras vidas e realidades; ora há mais confiança e esperança de alcançar o final desta estranha forma de estar… que ainda assim não retira o entusiasmo deste “ser Missão”!”

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