Guiné-Bissau

24 Set, 2017

Este Luso Fonias é dedicado à Guiné-Bissau, que no dia 24 de setembrro celebra o dia da sua independência. A Guiné-Bissau é o país onde a FEC – Fundação Fé e Cooperação tem o seu maior projecto de cooperação, muito centrado no sector da educação. Neste programa contamos com o testemunho de Ncak Morgado, um técnico guineense que trabalha com a FEC como formador de administração escolar. Ele fala-nos sobre os desafios que as escolas guineenses enfrentam e o trabalho da FEC em prol do desenvolvimento do país.

Na opinião do P. Tony Neves – ‘Missão do coração ao coração’

“A Missão é essencial para a Igreja. Sem uma a outra não faz sentido. Ano após ano, as Jornadas Missionárias Nacionais reúnem em Fátima algumas centenas de pessoas que refletem e partilham sobre a Missão da Igreja nos quatro cantos do mundo…e em Portugal também! As deste ano aconteceram a 16 e 17 de Setembro com o tema inspirador «Missão do coração ao coração» no âmbito do jubileu centenário das Aparições. Transcrevo alguns pontos da Mensagem Final:

António Couto, Bispo de Lamego, lembrou que ‘O missionário verdadeiro tem que ter o sabor de Deus, tem que estar ao dispor de Deus’ ao jeito de Maria. E recordou: ‘Meia hora de leitura diária da Bíblia dá uma indulgência plenária e é a grande porta santa que nos abre à vida’.

O padre Adelino Ascenso, Superior Geral dos Missionários da Boa Nova, disse que ‘Só a partir da experiência de Deus é que estamos aptos a narrar Deus’.

A Doutora Margarida Cordo, psicoterapeuta, defendeu que ‘Ninguém é missionário por narcisismo, pois já se desprendeu do que nos torna adictos ao individualismo, reforçados pelas exigências e desafios da realidade’.

Os cerca de 250 participantes dividiram-se em quatro grupos para reflectirem sobre quatro questões concretas e sublinharam a necessidade de um amor missionário, mais colaboração entre os agentes de evangelização, proximidade para acolher, escutar, ir ao encontro dos mais fragilizados, ter tempo para os outros e para Deus, simplificar a linguagem para chegar às periferias, cuidar da casa comum e das pessoas, porque o cuidado leva à justiça e à paz.

O Doutor André Costa Jorge, responsável pelo Serviço Jesuíta aos Refugiados, recordou que ‘Nós existimos todos porque fomos acolhidos. Se fomos acolhidos porque não acolher? Quem acolhe, ganha. Todos os povos que acolheram imigrantes, tornaram-se mais felizes e mais ricos. Acolher o estrangeiro, traz-nos felicidade, não nos traz pobreza’.

O Frei João Lourenço, franciscano biblista, disse na conferência de encerramento: ‘Como Maria, ser missionário é colocar-se à disponibilidade de Deus, deixar-se acolher por Ele para que possamos ser instrumentos daquele acolhimento que abre os corações à ação do Espírito’.

Sem coração não há Missão que resista. Como repete o Papa Francisco, a Igreja tem de estar sempre em saída na direção das periferias e das margens. Fora deste impulso não há Missão, não há Igreja.”

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