Ser professor

7 Out, 2017

Este Luso Fonias é dedicado aos professores. O dia 5 de Outubro é o Dia Mundial do Professor, uma data para homenagear todos aqueles que dedicam a sua vida ao ensino de crianças e adultos. E se a educação é uma condição essencial para o desenvolvimento da sociedade, é aos professores que devemos em grande parte esse trabalho e a dedicação, muitas vezes com sacrifícios pessoais. Para nos falar sobre este tema contamos com o testemunho de Filipa Machado, que é professora de Português e ensina alunos de diferentes tipos de ensino, incluindo algumas crianças com necessidades especiais.

Na opinião do P. Tony Neves – ‘Regresso às aulas’

“É uma expressão que soa a estranho. Acho que nunca devíamos deixar de lado o instinto académico que a todos devia possuir. O tempo de férias mais não devia ser que um mês em que ninguém tem a pressão de provas e exames e, por isso, podia dar-se espaço a leituras mais livres, de acordo com os gostos de cada pessoa. Mas falar de ‘regresso às aulas’ dá a sensação de que houve uma fuga em fim de ano lectivo!

É corrente dizer-se que a escola está em crise. Primeiro, porque não motiva para uma aprendizagem que ajude a construir vidas; depois, porque não abre portas suficientes para profissões bem compensadas, quer a nível de realização pessoal, quer a nível de atribuição de salário.

Cada ano lectivo que começa devia levar a uma reflexão profunda sobre a missão da escola na sociedade. Que queremos nós atingir, a nível de objectivos, com a escolaridade das nossas crianças e jovens e com a formação permanente dos mais adultos?

Continuo a acreditar na importância capital da Escola. Sem ela, não há futuro que se prepare a sério, não há competência que se possa gerar, não haverá sociedade que se segure em pé. Mas, verdade seja dita, há uma reflexão profunda a levar a cabo para que se mude o que é urgente e importante mudar e se valorize cada vez mais esta instituição tão desacreditada nos tempos que correm.

Houve tempos em que o objectivo da Escola era ensinar, por cartilha, a ler, escrever e contar. Já estamos muito longe desses tempos e a Escola tem de levar muito mais longe e muito mais fundo. Vivemos tempos marcados pela globalização e ninguém pode passar ao lado dos desafios lançados pela era da rede. A internet tornou o mundo mais pequeno, mas também mais injusto, pois há quem tenha acesso às tecnologias da comunicação e quem seja dele excluído. A justiça, nos tempos de correm, também passará por assegurar este acesso democrático às tecnologias da comunicação. De outra forma, os info-excluídos tornar-se-ão nos pobres mais pobres do nosso tempo. E não podemos permitir que aconteça uma injustiça tão grave e tão gritante.

Dignifiquemos o papel dos professores. Demos-lhe todas as condições para o exercício de tão decisiva missão. Exijamos deles competência e dedicação de alma e coração. Mas exijamos, igualmente, aos alunos, seriedade, respeito e trabalho. Só assim, professores e alunos dignificarão a instituição escolar e rasgarão novos caminhos ao futuro.”

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