Gastronomia Angolana

11 Nov, 2017

Este Luso Fonias é dedicado a Angola, que comemora neste sábado 42 anos de independência. Um país com grandes desafios, que procura prosseguir o caminho do desenvolvimento e da reconciliação. E nada melhor para unir as pessoas do que uma mesa… por isso este programa é dedicado à gastronomia de Angola. Temos como convidado o chef Paulo Soares, responsável pelo espaço gastronómico da Casa de Angola em Lisboa, que nos dá a conhecer os melhores sabores da cozinha angolana.

Na opinião do P. Tony Neves – ‘As luzes e as sombras de Angola’

“11 de Novembro é data grande para os angolanos. Nesse dia tocaram os sinos e foi proclamada a independência. Estávamos em 1975, o que quer dizer que já passaram 42 anos! Sim, o tempo passa a correr, mas nem tudo corre bem. A esperança depositada na construção de um país livre, democrático, cheio de gente feliz ainda está por concretizar. Não há razões para baixar os braços ou atirar a toalha ao chão, mas é tempo de arregaçar as mangas e fazer tudo o que estiver ao alcance para que os sonhos se transformem em realidade.

A eleição de um novo Presidente da República é um sinal importante e gerador de esperança. Há notícias que marcam pontos e felicito a decisão de obrigar (mas a sério!) todos os detentores de cargos públicos a tornar também públicos os seus bens e rendimentos. Esta prática habitual nos regimes democráticos é das raras formas de poder ver até que ponto os governantes servem ou se servem do povo. Todos percebem que há muita gente a engordar à custa da miséria dos povos que dirigem e, por isso, aplaudo esta decisão de tomar a sério a governação como serviço e não como meio de enriquecer ilicitamente.

São muitos os desafios que se lançam aos novos líderes angolanos. Não se põe em causa a sua competência, mas muitos questionam se eles terão ou não força (coragem não lhes faltará!) para impor um estilo de governação que faça sair o país do buraco económico-financeiro em que se meteu. E mais: que sejam amplificadas as liberdades do povo, que haja justiça social, que se desvincule o Estado do partido do governo, que se dê igualdade de oportunidades a todos os cidadãos, que se apoiem mais as instituições que têm dado provas de servir e amar o povo…

Parece que, ao longe, estou a querer dar lições de economia, justiça e direitos humanos a quem, no terreno, tem obrigação de saber mais e melhor do que eu. Mas não! Limito-me a rever as últimas mensagens dos Bispos católicos de Angola, onde estas ideias e propostas estão bem patentes. Todos queremos o melhor para Angola e para os angolanos que amamos. Por isso, me associo à festa do 11 de Novembro com a alegria de acreditar que o futuro vai ser melhor, porque mais justo e mais democrático.”

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