Mudar pelo Planeta

2 Dez, 2017

Mudar pelo Planeta

by Patrícia Pedrosa

Este Luso Fonias dá destaque à importância de mudarmos os nossos estilos de vida para bem do planeta. Decorreu em Novembro mais uma Cimeira do Clima, desta vez em Bona, que reuniu os maiores especialistas em alterações climáticas. À margem do programa oficial, foi exibido em Bona o documentário “Mudar pelo Planeta, Cuidando das Pessoas – Histórias de Vida Sustentáveis”, uma iniciativa da Fundação Fé e Cooperação, da Associação Casa Velha e da Rede CIDSE, com o apoio do Instituto Camões. Neste programa contamos com o testemunho de Patrícia Pedrosa, a realizadora deste documentário que mostra 10 histórias de pessoas que mudaram os seus hábitos para abraçar práticas mais amigas do ambiente.

Na opinião do P. Tony Neves – ‘Paz pelo cuidado dos mais pobres’

“O Papa Francisco acaba de escrever mais uma corajosa Mensagem para o Dia Mundial da Paz. Começa por recordar estatísticas que marcam o fim de 2017: ‘mais de 250 milhões de migrantes no mundo, dos quais 22 milhões e meio são refugiados’. Estamos a falar de pessoas que apenas procuram um lugar onde possam viver em paz. Arriscam tudo por este objectivo que quase nunca alcançam.

O Papa defende atitudes de misericórdia: ‘abraçamos todos aqueles que fogem da guerra e da fome ou se vêem constrangidos a deixar a própria terra por causa de discriminações, perseguições, pobreza e degradação ambiental’. Pede que acolhamos quem nos bate à porta. A maioria dos imigrantes e refugiados chega-nos por portas travessas e a atitude de quem devia acolher é de recusa por medo, muitas vezes amplificado pelos políticos: ‘Quem fomenta o medo contra os migrantes, talvez com fins políticos, em vez de construir a paz, semeia violência, discriminação racial e xenofobia, que são fonte de grande preocupação para quantos têm a peito a tutela de todos os seres humanos’.

Há quem olhe para estas deslocações humanas como um risco e um perigo, mas o Papa considera-as uma oportunidade para a construção de um futuro de paz.

Os imigrantes e refugiados trazem riqueza: ‘uma bagagem feita de coragem, capacidades, energias e aspirações, para além dos tesouros das suas culturas nativas, e deste modo enriquecem a vida das nações que os acolhem’.

O Papa sugere que se combinem quatro ações: ‘acolher, proteger, promover e integrar’.

‘Acolher’ faz apelo à exigência de ampliar as possibilidades de entrada legal’; ‘Proteger’ lembra o dever de reconhecer e tutelar a dignidade inviolável daqueles que fogem dum perigo real em busca de asilo e segurança, de impedir a sua exploração’; ‘Promover’ alude ao apoio para o desenvolvimento humano integral de migrantes e refugiados. Dentre os numerosos instrumentos que podem ajudar nesta tarefa, desejo sublinhar a importância de assegurar às crianças e aos jovens o acesso a todos os níveis de instrução’; ‘integrar’ significa permitir que refugiados e migrantes participem plenamente na vida da sociedade que os acolhe, numa dinâmica de mútuo enriquecimento e fecunda colaboração na promoção do desenvolvimento humano integral das comunidades locais’.

O Papa Francisco pede inspiração nas palavras de João Paulo II: ‘Se o ‘sonho’ de um mundo em paz é partilhado por tantas pessoas, se se valoriza o contributo dos migrantes e dos refugiados, a humanidade pode tornar-se sempre mais família de todos e a nossa terra uma real ‘casa comum’. Ao longo da história, muitos acreditaram neste ‘sonho’ e as suas realizações testemunham que não se trata duma utopia irrealizável’.

O Dia Mundial da Paz de 2018 é mais um excelente pretexto para a construção de um mundo assente na proposta do papa Francisco que exige uma ecologia integral que ame os pobres e respeite a natureza.”

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