Aristides de Sousa Mendes

27 Jan, 2018

Aristides de Sousa Mendes

by José Leitão

Neste Luso Fonias vamos evocar a memória de Aristides de Sousa Mendes. A 27 de Janeiro, assinala-se o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Vamos recuar ao ano de 1940, para lembrar o gesto de Aristides de Sousa Mendes, então cônsul de Portugal em Bordéus, que concedeu vistos a milhares de judeus, contra a vontade do Governo português. Contamos com o testemunho de José Leitão, presidente da Fundação Aristides de Sousa Mendes, para nos dar a conhecer esta figura ilustre da nossa história e também o trabalho que a Fundação faz para preservar a sua memória e lembrar os seus valores nos dias de hoje.

Na opinião do P. Tony Neves – ‘Papa de coração amazónico’

“Os pés e o coração do Papa Francisco percorreram os caminhos do Chile e do Peru, de 15 a 21 de Janeiro. No horizonte estava o Sínodo especial sobre a Amazónia que o Papa convocou para 2019. Foi uma viagem arriscada, pelo ambiente anticlerical que se vive no Chile e pela defesa dos povos amazónicos que embate contra os interesses de muita gente grande naquelas paragens latino americanas.

No Chile, o Papa semeou alegria, mas também deu recados: ’Se o pastor anda disperso, as ovelhas também se dispersarão’, ‘a Igreja não precisa de super-heróis, espera pastores!’, ‘somos servos, mas não os donos do povo!’. O Papa defendeu os pobres, atacou a economia que mata, chamou a atenção para os dramas que vivem as populações indígenas. Visitou uma cadeia de mulheres, apelando à dignidade e ao respeito que todas as nossas mães merecem. Deixou um pedido aos Bispos: ‘Por favor, não deixem de sonhar!’ e aos jovens: ’a nova password da internet é: ‘que faria Cristo no meu lugar?’. Declarou: ‘Felizes aqueles que são capazes de sujar as mãos e trabalhar para que outros alcancem a Paz’.

O Peru acolheu-o em festa, com a diversidade das cores que vestem e pintam os corpos dos povos da grande Amazónia. O Papa encontrou-se com milhares de representantes das comunidades indígenas, pôs os dedos nas suas chagas históricas e elogiou a ‘reserva cultural’ destes povos: possuem uma riqueza biológica, cultural, espiritual. O Papa quer que o Sínodo especial de 2019 ajude a encontrar a Igreja com rosto amazónico. Pediu às autoridades que parem tudo o que ataca a Amazónia e os povos indígenas que a habitam.

Francisco atacou a praga da violência contra as mulheres, lamentando que a América Latina seja o lugar do mundo onde elas se sentem mais ameaçadas na sua dignidade e direitos. Celebrou junto ao mar, rezando pelas vítimas numerosas que a tempestade ‘El niño costeiro’ provocou em 2017. Visitou uma das povoações mais afectadas. Foi, por estrada de terra batida, visitar o Lar ‘Principezinho’ onde estão crianças e jovens em risco, alertando para o sofrimento e falta de futuro que tal situação provoca. Pediu mais empenho social e cristão.

Numa celebração mariana, o Papa lembrou que Maria será sempre uma ’Mãe mestiça’ porque no seu coração encontram lugar e aconchego todas as raças.

Todos os males têm uma raiz e o Papa denunciou-a: a corrupção, esse ‘vírus social’ que ataca, infecta e afecta sobretudo os pobres e a mãe natureza.

O Papa Francisco regressou a Roma cansado mas feliz, porque viu sinais de que o futuro do continente que o viu nascer e crescer está ameaçado, mas tem condições para mudar.”

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