Os principais marcos sobre o tema das alterações climáticas
Brevemente será divulgado o segundo estudo “Alterações Climáticas e Desenvolvimento”.
O agravamento das alterações climáticas e dos riscos ambientais alertam-nos para a necessidade de promover um Desenvolvimento com pegadas ecológicas globalmente sustentáveis, protegendo o planeta, as espécies que nele habitam e o futuro da Humanidade. Isto interliga-se inevitavelmente com as questões da energia, da produção e consumo alimentar, da sustentabilidade das cidades, do respeito pelos Bens Comuns Globais. Interliga-se, também, com a capacidade de a comunidade internacional agir de forma concertada e apoiar os países em desenvolvimento, de forma não só a colmatar os efeitos das alterações climáticas, mas também a promover a transição para modelos energéticos, económicos e de crescimento mais sustentáveis. A ação climática está, por isso, estreitamente ligada a um desenvolvimento que interligue as suas dimensões sociais, económicas e ambientais de forma o mais coerente possível. Neste quadro, estarão as políticas no domínio do ambiente e do clima plenamente conscientes dos desafios do Desenvolvimento e será que as estratégias “verdes” equacionam os seus impactos à escala global, sobretudo nas legítimas aspirações dos mais pobres a uma vida digna? Da mesma forma, as estratégias de Desenvolvimento incluem de forma abrangente, integrada e coerente, as preocupações ambientais e a urgência de uma atuação concertada sobre as alterações climáticas? E estarão os países em desenvolvimento a ser devidamente apoiados neste desígnio?
O estudo irá fornecer algumas pistas de resposta a estas questões, na perspetiva da coerência entre as políticas. No capítulo 1, apresentam-se alguns dos factos e dados sobre alterações climáticas e os seus impactos a vários níveis. Alguns mitos sobre alterações climáticas e desenvolvimento são desfeitos; no capítulo 2 ,estabelece-se uma ligação clara entre os dois temas. Por fim, no capítulo 3, referem-se algumas das políticas sobre esta temática, quer na área da mitigação (redução da emissão dos gases que causam as alterações climáticas), quer na da adaptação (ações para reduzir o impacto e melhorar a capacidade de resposta às alterações climáticas e suas consequências), sempre na ótica da relação entre alterações climáticas e desenvolvimento.
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