Páscoa

31 Mar, 2018

Este Luso Fonias é um programa de Páscoa. Temos como convidado o chef Luís Lavrador, conhecido cozinheiro português que investigou as referências que são feitas na Bíblia aos alimentos e às refeições. O chef Luís Lavrador explica-nos de que forma é que estas narrações ligadas à alimentação transmitem uma mensagem simbólica com um forte significado.

Na opinião do P. Tony Neves – ‘Páscoa em Moçambique’

“A minha vida já vai longa e partilho com alegria o privilégio de ter vivido muitas Páscoas em contextos completamente diferentes. É nesta riqueza da pluralidade que sinto o pulsar de uma Igreja tão ao jeito do Espírito Santo. Cada povo, cada cultura, cada contexto traz a novidade que lhe é própria. E, na hora da avaliação, nem vale a pena comparar: as experiências são todas tão fortes, tão intensas, todas elas marcadas pela Alegria da manhã da Ressurreição.

As primeiras doze Páscoas vivi-as na minha aldeia natal, em terras da Foz do Sousa, em Gondomar. Depois da Missa, saíam as Cruzes do Compasso que percorriam, uma a uma, todas as casas da Paróquia, cantando os ‘Aleluias’ a quem abria as portas. Ouviam-se os estrondosos foguetes, comiam-se amêndoas e pão-de-ló, reuniam-se as famílias, juntavam-se os vizinhos.

Depois, entrei no Seminário, mas a Páscoa dava direito a férias. Só quando cheguei ao 11º ano me foi proposto fazer Visita Pascal. Percorri ruas e caminhos de Mujães, de Godim, de S. Cosme, do Mindelo. São experiências de grata memória em dia de festa maior, partilhando a alegria das paróquias que me acolhiam.

Depois, Paris. Foi tão bom viver a Páscoa de 1989 na Cidade das Luzes, no ano em que se celebrou o bicentenário da revolução francesa. Não houve Compasso, mas muita festa na Comunidade Portuguesa de Clamart, nas periferias da capital francesa.

A Páscoa mais viva seria celebrada em contexto de guerra civil. Nem parece ser possível. Mas Angola tomou conta de mim entre 1989 e 1994. Celebrei cinco Páscoas. Depois de um longo Domingo de Ramos, as celebrações de Quinta e Sexta-Feira Santas eram muito vividas por dentro, ao longo de largas horas de celebração. As Vigílias de Páscoa pareciam não ter fim, o mesmo se podendo dizer da Missa do Domingo que começavam cedo e obrigavam a atrasar a hora do almoço. Mesmo em contexto de cruel guerra civil, os cristãos cantavam, dançavam e mostravam a alegria de acreditar num Deus que faz a Vida triunfar sobre todas as formas de morte.

Regressei a Portugal e boa parte das Páscoas foram vividas intensamente na minha paróquia natal, excepção feita para duas magníficas Semanas Santas e Páscoas de marca ecuménica jovem, vividas em Taizé. Mas, de tempos a tempos, a agenda missionária permitiu-me o regresso a África e, com ele, a possibilidade de vibrar interiormente com as grandes celebrações pascais. Assim aconteceu no ano 2000 em Netia, no norte de Moçambique. Depois, em 2016 no Lobito, em Angola. Agora, novamente em Moçambique, com uma Semana Santa espalhada pela Beira, Chimoio, Nampula e Nacala.

Desejo a quantos nos lerem e ouvirem, uma Páscoa cheia de Vida e Alegria.”

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