Manifesto – Juntos pela Ucrânia
A FEC | Fundação Fé e Cooperação, em conjunto com as organizações da CIDSE, vem expressar a sua solidariedade com o povo ucraniano, apoiando a sua luta pela liberdade, e exigindo ao poder russo o cessar-fogo imediato, o cumprimento dos Direitos Humanos e o fim da guerra através de uma solução diplomática.
Até à resolução do conflito apelamos à solidariedade de todos e rezamos por todas as pessoas envolvidas nesta guerra, por cada ucraniano, mas também por cada russo.
A CIDSE, e cada uma das 18 organizações que a integra, entre as quais a FEC, condenam veementemente o uso da violência e apelam a todas as partes envolvidas a trabalhar para uma solução diplomática, a única forma de trazer a paz de volta à região. Enquanto a tão esperada paz não se concretiza, é imperativo que:
- A implementação de políticas, abordagens e instrumentos para as migrações seja baseada primordialmente nos Direitos Humanos: (i) desenvolvendo o enfoque humanitário das intervenções de assistência, proteção e receção adequada a migrantes e refugiados, através de um tratamento digno independentemente do estatuto migratório e (ii) investindo mais em políticas de inclusão, que agreguem esforços, intervenientes e recursos de várias políticas de forma integrada.
- No âmbito do Pacto Europeu sobre Migração e Asilo haja solidariedade e responsabilização dos Estados membros por uma distribuição equitativa dos migrantes e refugiados, e o respeito pelos seus direitos internacionalmente consagrados.
- Seja prosseguido um combate mais efetivo a todas as formas de xenofobia e retórica anti-imigração, desmontando mitos e narrativas falsas sobre migrações, nomeadamente através da promoção do diálogo intercultural (que requer o envolvimento de toda a sociedade – imigrantes, minorias, sociedade civil, poder político, etc.) e de um claro reforço da Educação para o Desenvolvimento e a Cidadania Global.
(cf. Recomendações do estudo Desenvolvimento e Migrações: Condições e Tendências, apresentado pela FEC e IMVF)
COMO APOIAR | INICIATIVAS
No âmbito da ajuda humanitária que está a ser prestada às pessoas afetadas pelo conflito na Ucrânia, a FEC apoia as iniciativas da Cáritas Portuguesa e do JRS, em parceria com a Plataforma de Apoio aos Refugiados, nos seus amplos esforços de prestar apoio à comunidade ucraniana.
CARITAS AJUDA UCRÂNIA
A Cáritas Portuguesa está a desenvolver a campanha “Cáritas Ajuda Ucrânia”, com o propósito de reforçar a capacidade de resposta da Cáritas na Ucrânia, nos países fronteiriços e em Portugal, com o apoio de emergência no local em alimentos, abrigo e higiene pessoal, medicamentos e apoio psicossocial, acolhimento para deslocados internos, transporte seguro para deslocados em trânsito, informação segura e contacto com familiares. As principais necessidades são medicamentos, como analgésicos; locais para o acolhimento de refugiados; e apoio voluntário para o transporte dos refugiados em trânsito.
Para apoiar a campanha “Cáritas Ajuda Ucrânia”:
Transferência de Multibanco
Entidade: 22222
Referência: 222 222 222
JRS PORTUGAL
O JRS Portugal tem em curso a preparação do acolhimento de ucranianos em Portugal e a sua digna integração. Dá apoio à sua regularização; presta apoio psicológico e à empregabilidade; e dá formação em língua portuguesa. Pode apoiar através da oferta de alojamento; inscrever-se como voluntário; ou financeiramente.
– Doações
MBWAY: +351 934 322 579
Por transferência bancária para o IBAN PT50 0035 0413 00042764930 71
– Acolhimento e integração de refugiados
Caso disponha de um quarto, um imóvel a médio prazo indique através do preenchimento do formulário: https://bit.ly/3vpREbn
– Gestão de voluntários
Os voluntários são cruciais no acompanhamento de famílias e na preparação da chegada.
Se tiver alguma aptidão específica (advogados, médicos psicólogos, professores de português, etc.) poderá colocar essa informação adicionar na alínea “outra” na resposta à questão “O que pode fazer pelas famílias ucranianas?”.
O Manifesto Juntos pela Ucrânia, assim como as iniciativas das organizações mencionadas, enquadra-se na imperativa defesa dos direitos e dignidade humana, que estão a ser drasticamente e vergonhosamente desrespeitados. A solidariedade irá ganhar a guerra.
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