Kamishibai: Quando a imaginação voa de uma moldura
Kamishibai, a palavra é estranha e difícil de pronunciar. Mas, o significado não podia ser mais simples: é uma forma de contar histórias que teve origem no Japão e que faz bem ao vocabulário e à criatividade.
Cada Kamishibai é composto por um suporte em que se colocam cartões que têm ilustrações na frente (que ficam viradas para o público) e texto nas costas (que fica virado para o narrador).
E, professores da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal [ESE-IPS] desafiaram, esta quinta-feira, a equipa da FEC-GB a pôr as mãos à obra e criar os seus próprios Kamishibais.
Para a professora da Escola Superior de Educação do IPS, Mariana Pinto, “este suporte permite fazer face à escassez de materiais didáticas, designadamente livros e meios digitais, utilizando materiais de desperdício, como o cartão”. “Por outro lado, a interação entre o narrador e as crianças possibilita uma melhoria inequívoca das questões de literacia”, reforça.
E, apesar de associarmos automaticamente o Kamishibai ao ensino da língua, Mariana Pinto esclarece que “esta ferramenta pode ser utilizada pelas diferentes áreas disciplinares e em temáticas como a Cidadania e os Direitos Humanos”.
Historicamente, como explicou a docente, “esta técnica começou por ser usada na época da Depressão, o desemprego escalou e os japonenses começaram a realizar manifestações teatrais espontâneas na rua, em cima de bicicletas, para entreter as crianças”.
Este Workshop realiza-se no âmbito do PRECASE – Programa de Reforço de Capacidades do Sistema Educativo da Guiné-Bissau, um projeto financiado pelo Camões, I.P. e implementado pela FEC em parceria com o Ministério da Educação da Guiné-Bissau, a Escola Superior de Educação – Instituto Politécnico de Setúbal e o Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.
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