Líderes religiosos unem-se por um Fundo de Perdas e Danos que proteja as comunidades mais afetadas pela crise climática
Dias após o lançamento da Exortação Apostólica Laudate Deum pelo Papa Francisco, líderes religiosos de todo o mundo uniram-se para reforçar a importância da implementação do Fundo de Perdas e Danos para mitigar os impactos prejudiciais e as injustiças provocadas pelas alterações climáticas, que afetam especialmente comunidades mais pobres.
As nações do Sul Global são as que menos contribuem para a crise climática, mas são as que pagam o preço mais alto pelas ações de outras nações. Na COP28, que vai ter lugar no Dubai entre os dias 30 de novembro e 12 de dezembro, os líderes religiosos vão reforçar o seu apelo aos líderes mundiais para que protejam as comunidades mais vulneráveis e trabalhem no sentido de uma verdadeira justiça climática.
“A solidariedade exige uma ação urgente por parte de quem tem meios e responsabilidade. Um Fundo de Perdas e Danos que responda efetivamente às necessidades das pessoas na linha da frente da emergência climática não é apenas uma responsabilidade; é um imperativo moral inegável“, refere o Presidente da Caritas Internationalis, Isao Kikuchi.
De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, mais de 20 milhões de pessoas são forçadas a abandonar as suas casas devido a fenómenos meteorológicos extremos, incluindo a subida do nível do mar, secas prolongadas, inundações graves e a degradação ambiental. A Caritas Internationalis, a SCIAF (Caritas Escócia), a CIDSE e o Movimento Laudato Si’, afirmam que esta profunda desarmonia está a prejudicar fortemente as comunidades mais vulneráveis.
“Um fundo de perdas e danos não deve ser apenas simbólico, mas um fundo que apoie aqueles que suportam o peso da crise climática. Perante a escalada da crise climática, este compromisso com a justiça e a responsabilidade deve servir de pedra angular dos esforços. Vamos unir-nos em solidariedade e com um objetivo!“, afirma Alistair Dutton, Secretário-Geral da Caritas Internationalis.
A urgência de agir aumenta todos os dias e o preço dos nossos estilos de vida já está a ser pago por aqueles que menos contribuíram para a catástrofe climática. “O Fundo de Perdas e Danos é simplesmente uma questão de justiça e de reconhecimento de responsabilidades. O que é necessário agora é a coragem de tomar as decisões e tornar o fundo e os mecanismos uma realidade“, afirma Josianne Gauthier, Secretária-Geral da CIDSE.
À luz das realidades da crise climática, Tomás Insua, Diretor Executivo do Movimento Laudato Si’, apela a uma visão partilhada do futuro baseada na justiça e na compaixão: “Sejamos a geração que se eleva acima da indiferença, desafia o status quo e abre caminho para uma verdadeira solidariedade com o Fundo de Perdas e Danos.“
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