Em Maputo arrancou ciclo de formações sobre Desenvolvimento da Primeira Infância Inclusivo
O projeto Eu Importo deu o pontapé de saída a um novo ciclo de formações sobre Desenvolvimento da Primeira Infância (DPI) Inclusivo. A primeira paragem foi em Maputo, onde 43 representantes de 33 Organizações da Sociedade Civil (OSC) da Rede de Desenvolvimento da Primeira Infância (RDPI) se reuniram para aprender, partilhar e reforçar laços.
A formação, dinamizada por Crisálida Furtado, Gestora do Projeto, e por representantes da RDPI, vai percorrer as quatro províncias de implementação do projeto, Maputo, Gaza, Nampula e Niassa, com o objetivo de reforçar competências e promover uma visão integrada e intersetorial do DPI.
“Tratávamos o DPI de forma separada, o que é errado. Estamos agora num novo contexto, que é o DPI de forma integrada”, partilhou Manuela Hundeboll, Coordenadora da Organização para o Desenvolvimento e Educação Infantil (ODEI) de Maputo. “Se nós, como OSC, não levantarmos esta causa em voz alta, nunca vamos alcançar as metas que queremos: uma sociedade melhor, mais inclusiva”, acrescentou.
Durante três dias, os participantes mergulharam em temas centrais para o desenvolvimento integral das crianças: os cinco domínios do DPI Inclusivo, o papel das OSC na promoção integrada, a análise ao investimento público, e a importância da atuação conjunta nos setores da saúde, nutrição, educação, proteção e género. Debateu-se ainda o lugar da comunidade, com as suas crenças e práticas culturais, finalizando com uma partilha sobre iniciativas e boas prática.
Houve espaço para debate e reflexão: discutiram-se os diferentes conceitos de DPI, uns defendendo o foco nos primeiros mil dias de vida, outros alargando o olhar até aos oito anos. Desta troca emergiu um ponto comum: a urgência de uniformizar o conceito de DPI em Moçambique, através de documentos normativos nacionais que orientem as políticas e práticas.
A formação integra uma metodologia em cascata: entre as 33 OSC participantes, serão selecionados 10 formadores que irão, por sua vez, capacitar técnicos das entidades governamentais, alargando o impacto da iniciativa e fortalecendo a cooperação entre sociedade civil e Estado.
Alinhada com a sua missão de promover o desenvolvimento humano integral, a FEC, em parceria com a RDPI, reforça assim o compromisso conjunto por uma infância digna e plena, onde cada criança tenha as condições para crescer.
O ciclo de formações segue agora para Gaza (22 a 24 de outubro), Nampula (29 a 31 de outubro) e Niassa (19 a 21 de novembro), com o mesmo propósito: alinhar conceitos, partilhar conhecimentos e reforçar a colaboração entre setores em prol do DPI Inclusivo em Moçambique.
O Eu Importo! – Unidos pela Criança em Moçambique é implementado pela FEC, em parceria com a Rede DPI, a Universidade Rovuma e a Universidade Pedagógica de Maputo, financiado pelo Camões, I.P..
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