FEC participa na VIII Sessão do Parlamento Infantil no Niassa
No passado dia 19 de outubro, a FEC esteve presente na VIII Sessão do Parlamento Infantil, na Província do Niassa, que teve como tema: “Vamos pôr ponto final aos casamentos prematuros”.
“O parlamento infantil é um mecanismo nacional que tem o objetivo de dar às crianças oportunidade para refletirem sobre os seus direitos e deveres e interagirem com os membros do governo, órgãos da justiça e organizações da sociedade civil, fazendo questões sobre as suas prioridades e preocupações, de forma a garantir que algo está a ser feito pelos seus direitos e proteção”, disse a Governadora da Província do Niassa durante o discurso de abertura.
Na província do Niassa existem 16 Parlamentos Infantis Distritais com um total de 732 membros, entre os 10 e os 17 anos, que se encontram com regularidade para debater e agir sobre os assuntos que lhes dizem respeito, realizando palestras, teatros, debates radiofónicos e televisivos, em parceria com o Serviço Distrital da Saúde Mulher e Ação Social do distrito em que se encontram.
Cada Parlamento Distrital selecionou 2 representantes para estarem presentes neste Parlamento Provincial, que contou com o total de 51 crianças.
Durante esta sessão, os “deputados de meio-palmo”, como os próprios se denominam, tiveram ainda oportunidade de partilhar as atividades que têm vindo a realizar a nível distrital e questionar os diretores provinciais de cada área de intervenção: Ação Social, Educação, Saúde, Justiça, Trabalho, Industria e Comercio, entre outros, sobre a situação da Criança no Niassa
“Nós visitámos o Serviço Distrital de Ação Social, o Instituto Nacional de Ação Social e a Policia da Republica de Moçambique para perceber como diminuir a violência física e apoiar as crianças em situação de sem abrigo e mendicidade”, partilhou o representante do Distrito de Cuamba, de 12 anos.
“Nós visitámos a MLT (Mozambique Leaf Tobacco), porque a cultura de tabaco é a mais frequente no nosso distrito, e fomos garantir que lá estavam sensibilizados para não envolver crianças nos trabalhos”, disse o representante do distrito de Mecanhelas.
No tempo para questões, as crianças mostraram preocupações relevantes e de extrema importância para a infância como a mortalidade infantil, crianças de rua, as condições das escolas, questões de género, desnutrição crónica, práticas culturais que impedem a frequência escolar, lixeiras ilegais nos municípios, entre outras.
Esta atividade é uma forma de participação da criança que garante o seu envolvimento nos assuntos em que está diretamente envolvida, sendo um caminho para a mudança.
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