TOLERÂNICA ZERO às Uniões PrematuraS
na Província do Niassa, MOÇAMBIQUE

Durante os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra Mulheres e Raparigas — uma corrente global de mobilização e consciencialização pelo fim de todas as formas de violência de género — damos especial atenção ao impacto profundo que o casamento precoce tem na vida de tantas meninas em todo o mundo.

Em Moçambique, e particularmente na Província do Niassa, esta prática continua a impedir milhares de raparigas de estudar, crescer e sonhar o seu futuro com liberdade. A campanha Crescer Sem Pressa reforça o compromisso de proteger cada rapariga e de promover uma cultura de Tolerância Zero às uniões prematuras.

As uniões prematuras têm consequências profundas e duradouras na vida das raparigas e no desenvolvimento das comunidades. Quando uma menina casa cedo, é muitas vezes obrigada a abandonar a escola, interrompendo o seu percurso educativo e limitando oportunidades futuras de emprego, autonomia e participação cívica.

Este ciclo afeta não apenas a rapariga, mas todo o tecido social: diminui o rendimento das famílias, perpetua a pobreza, aumenta os riscos de violência e compromete o desenvolvimento socioeconómico das comunidades.

Promover a Tolerância Zero às uniões prematuras significa, por isso, investir na educação, na saúde, na igualdade de género e no futuro sustentável de toda a sociedade.

Moema Miranda

Moema Miranda é Franciscana, leiga, antropóloga e professora da disciplina Conflitos Socioambientais do Instituto Teológico Franciscano (ITF) de Petrópolis (RJ).  Integra a secretaria da Rede Igrejas e Mineração da CNBB. Também faz parte da coordenação nacional do Sinfrajupe (Serviço Interfranciscano de Justiça Paz e Ecologia) e é assessora na Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM). Participou no Sínodo para a Amazônia, como auditora.

Esta ação insere-se no projeto Crescer Sem Pressa: O Futuro das Meninas no Niassa

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