Documentar os desafios à igualdade de género, em Angola e Moçambique
Terminou esta semana o levantamento de Histórias de Vida de mulheres jovens, em Angola e Moçambique. Depois do trabalho realizado em setembro, na província moçambicana de Nampula, foi a vez do Namibe, no sul de Angola, ser palco das gravações do projeto Marias Meninas. O objetivo é utilizar imagem e som para transmitir os desafios que se colocam à igualdade de mulheres e homens, do ponto de vista da educação e das oportunidades de aprendizagem.
Garantir o acesso à educação inclusiva, de qualidade e equitativa, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida (ODS 4) é difícil quando os sistemas educativos são frágeis e faltam infraestruturas, equipamentos e capacidades técnicas e de gestão. As dificuldades são ainda maiores para as mulheres, sendo a educação simultaneamente promotora, e resultante, de maior igualdade entre os sexos, pelo que é fundamental alcançar a igualdade de género e empoderar todas as mulheres e raparigas (ODS 5).
O registo de Histórias de Vida de mulheres jovens é um instrumento para ajudar a identificar os desafios, impostos por papéis de género, que se colocam aqueles Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O trabalho agora realizado em Angola e Moçambique faz parte de um conjunto de ações que visam perceber as especificidades contextuais que aumentam a desvantagem das raparigas. O diagnóstico é feito através de um levantamento exaustivo de informação nestes países e a partir da perceção de estudantes, docentes e comunidades.
Os testemunhos recolhidos em formato áudio e vídeo servirão de base a um trabalho artístico de consciencialização para a necessidade de se alcançar a igualdade de género. O projeto Marias Meninas é implementado pela Helpo, em parceria com a FEC, com o Centro de Estudos Internacionais do ISCTE e com o Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil, e é financiado pelo Camões I.P..
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