Comunicado da Delegação da Santa Sé à COP24 em Katowice
Msgr. Bruno-Marie Duffé – secretário do Dicastério do Vaticano para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, e coordenador da delegação da Santa Sé chefiada pelo Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano – numa conferência de imprensa em 12 de Dezembro afirmou fortemente o apelo urgente da Santa Sé para ambição, acção e verdadeira solidariedade.
Msgr. Duffé reafirmou as mensagens da Laudato Si’: esta crise tem aspectos económicos, sociais e financeiros. A Encíclica Laudato Si’ encoraja as nações a escutar atentamente o grito da terra que, como diz o Papa Francisco, está gemendo em trabalho de parto (cf LS 2). Membros da delegação da Santa Sé, durante o encontro, falaram claramente da necessidade de escutar os cientistas, em particular no último relatório do IPCC, que faz eco do grito da terra e mostra claramente o impacto devastador das alterações climáticas nas comunidades à volta do mundo.
No painel da conferência de imprensa de hoje estavam Mercy Chirambo, representante da Caritas do Malawi (CADECOM), e Joseph Sapati Moeono-Kolio, representante dos Pacific Climate Warriors. Os membros do painel apelaram fortemente à acção urgente em solidariedade com os mais vulneráveis.
Mercy Chirambo disse que as alterações climáticas estão a ter um impacto específico na vida das mulheres. “Como é evidente, no nosso caso, o impacto na vida dos seres humanos não é apenas físico, mas também emocional”.
Joseph Sapati Moeono-Kolio said disse que “a diferença entre 1,5 e 2 graus é a diferença entre deixarmos as nossas ilhas para sempre e ficarmos lá” e “precisamos de entender que as pessoas estão mesmo no centro desta questão.”
Numa intervenção no começo da COP24, o Cardinal Parolin colocou a questão de “haver vontade política suficiente para implementar as muitas soluções que temos disponíveis”. Com apenas dois dias até ao fim do COP, Msgr. Duffé apelou para “ acção urgente e decisões urgentes tomadas em verdadeira solidariedade global mútua”. A Santa Sé tem repetidamente insistido na necessidade para uma transição justa, criando trabalho decente combinado com respeito pelos direitos humanos, protecção social e irradicação da pobreza, com particular atenção para os povos mais vulneráveis aos extremos climáticos.
No fim da conferência de imprensa, Msgr. Duffé realçou que estão a acontecer muitas acções sobre alterações climáticas nas comunidades, “É realmente importante lembrar todo o progresso na nossa história, que não acontece apenas ao nível dos decisores políticos. Precisamos deles, precisamos de autoridade internacional, mas devemos atender e considerar todos compromissos de todos os povos, de todas as comunidades”.
Como o Papa Francisco lembrou, a chave é a vontade política para moldar uma transformação radical. Queremos “ser só lembrados pela incapacidade de agir quando era urgente e necessário fazê-lo?” disse o Santo Padre na Laudato Si’ (LS 57).
[texto original: inglês]
[B0934-XX.01]
Fotografia: Vatican News
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