“Ninguém pode amar o que não conhece” – Entrevista ao escritor guineense, Abdulai Silá

21 Dez, 2017

Autor da primeira obra guineense traduzida para inglês, “A Última Tragédia”, e daquele que foi considerado o primeiro romance guineense, “Eterna Paixão”, sabe que “aconteça o que acontecer, o escritor continua sempre apaixonado por aquilo que são os seus ideais”. Desde o seu envolvimento em projetos que promovem tecnologias de informação e comunicação acessíveis, como a Eguitel Comunicações e a SITEC (Silá Technologies), ou que promovem dezenas de livros já publicados pela Kusimon Editora, na Guiné-Bissau, Abdulai Silá fala à e-NCONTROS da potencialidade da transcrição de contos tradicionais orais guineenses para a escrita, em português e crioulo, no âmbito do projeto Cultura i nô Balur, desenvolvido pela FEC e parceiros. Dá-nos a ver o livro como veículo de um processo de consolidação identitário, onde a escrita e a leitura abraçam “a sensação de pertença comum, da memória coletiva, de todos esses elementos que constituem a base da identidade nacional”, agregadora de “todas as outras”. Um processo de mudança “que passa pela assunção de determinados valores, de determinados conhecimentos que, quer reconheçamos quer não, são fundamentais para o desenvolvimento, quer pessoal, quer coletivo”. E, apesar de todos os obstáculos que não fazem chegar os livros à população, Abdulai reforça a resiliência de diferentes autores, muitos deles jovens, que hoje, na Guiné-Bissau, demonstram que mais vale investir o seu próprio dinheiro “na publicação de um livro do que num fato Armani”. O suficiente “para manter viva a esperança”. 

e-NCONTROS – Quem é Abdulai Silá?

Abdulai Silá – Vou dar como resposta a resposta que foi dada uma vez por uma pessoa que eu muito aprecio, que admiro, e que disse: “eu sou um simples africano que quer viver a sua época e pagar a sua dívida para com o seu povo”. Sabe quem disse? Foi Amílcar Cabral. Eu sou um guineense – um africano – que quer viver a sua época, consciente da dívida que tem, e que tenta – da melhor forma possível – saldar. Só isso.

e-NCONTROS – E o SITEC (Silá Technologies), este espaço onde nos encontramos, que história tem?

AS – Tem uma longa história. Começou com um sonho… foi durante um momento, uma tragédia… está a renascer das cinzas. Nasceu fruto de um outro sonho: de um grupo de jovens que, numa determinada altura, quiseram provar a si mesmos aquilo de que eram capazes. Juntaram-se, trabalharam, conceberam um projeto e tentaram implementá-lo. Mas depois tiveram que fazer face a várias contrariedades e imprevistos – próprios deste país, diga-se de passagem – porque quando lançámos os projetos que se constituíram no SITEC, em janeiro de 98, seis meses depois – menos de seis meses, aliás – houve a guerra civil e isto foi praticamente destruído. As tropas senegalesas estavam no INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa) – a trezentos metros –, a junta estava do outro lado, nós estavamos aqui no meio e isto foi bombardeado, e posteriormente saqueado, de modo que passámos por uma fase muito triste. Ficámos uns tempos baralhados, mas depois retomámos a capacidade de sonhar, digamos assim.

e-NCONTROS – E o que é que funciona hoje aqui, no SITEC?

AS – Pouco daquilo que inicialmente estava previsto. O projeto inicialmente era muito ambicioso. Girava tudo em torno da criação de capacidades endógenas numa área específica estratégica: a tecnologia de informação e comunicação. Nós constituímos uma equipa que até hoje se mantém: estamos há 30 anos a trabalhar juntos, passando por muitos altos e baixos, de modo que, mesmo continuando com o mesmo empenho – talvez até mais –, o mesmo brio, temos hoje dificuldades muito maiores.

e-NCONTROS – Como é ser escritor na Guiné-Bissau, Abdulai?

AS – Ah isso é mais fácil [risos]… É mais fácil porque ser-se escritor é dedicar-se a uma causa e essa dedicação, esse carinho, esse amor que se tem, é intocável. Aconteça o que acontecer, o escritor continua sempre apaixonado por aquilo que são os seus ideais. Então, se como cidadão me sinto extremamente stressado, violentado e tudo… como escritor tenho cada vez mais matéria-prima para escrever. Essa matéria-prima é a evolução daquilo que foi uma legítima aspiração – sobretudo da minha geração – de ter um país onde a paz e o progresso sejam as pedras angulares, não é?! Esse é o nosso hino – “nós vamos construir na pátria imortal a paz e o progresso” – foi o que nós prometemos no início. Eu sou mais velho que o meu país – como deve imaginar – portanto, eu sei de cor e salteado o que é que foi a última etapa desse processo, então eu faço parte daquela geração que teve o privilégio de viver uma época particularmente interessante. A conquista da independência, o acesso ao estatuto de cidadão, saindo da posição de um cidadão de segunda classe para um cidadão tout court, mas que, pouco tempo depois, começou a ter desilusões e a viver situações que, de facto, não se coadunam com aquilo que foi a nossa aspiração. Então… tem sido duro.

e-NCONTROS – E como é estar do outro lado dos livros? Como é ser leitor na Guiné-Bissau?

AS – Ser leitor na Guiné-Bissau é um bocadinho mais complicado do que ser escritor. Para já, todo o escritor tem que ser um leitor. Mas a base maior tem que ser a dos leitores. Então, estamos numa situação em que: primeiro, não se ensina a nossa leitura no nosso sistema educativo – pergunta-se a qualquer estudante sobre a nossa literatura: não sabem nada, absolutamente nada. Eu estive recentemente no Brasil, na Unilab, onde alguns estudantes guineenses estão a fazer letras, e é uma vergonha constatar que no país deles nunca ouviram falar de nenhum escritor. Não deram nada, nenhum texto literário. Isso é grave. Ninguém pode amar o que não se conhece. Não conhecendo a nossa literatura, provavelmente não conhecerá nenhuma outra. Portanto, não se conhecendo no momento certo, a partir da idade escolar, dificilmente se ganha, se conquista um leitor. Portanto, é esse um dos problemas de base que nós temos que resolver, entre vários outros que nós temos, quando se trata de educação. É ensinar a nossa literatura nas nossas escolas. Porque a literatura não é só o aspeto lúdico. A questão da formação da identidade tem a ver com a literatura. E, num momento em que estamos perante desafios tão complexos, em que a própria existência do país como tal está, de certa forma, comprometida, o processo de construção da nação está tão baralhado, a literatura poderia contribuir bastante para criar essa sensação de pertença comum, da memória coletiva, de todos esses elementos que constituem a base da identidade nacional.

e-NCONTROS – Como é que, na sua opinião, se pode realizar esse processo de consolidação dessa identidade?

AS – A questão da identidade é uma questão ao mesmo tempo simples e complexa, porque a identidade é constituída por elementos, num primeiro momento, subjetivos, mas que têm que passar a constituir – através de vários processos, incluindo através da literatura, da criação do mito – aquilo que é a memória coletiva. A memória coletiva que faz com que as pessoas sintam que têm algo em comum, que as identifique como nação. E esse processo tem duas facetas: é ao mesmo tempo inclusivo, junta as pessoas e faz com que elas sintam aquela sensação de pertença a algo – neste caso a identidade guineense – mas, ao mesmo tempo, é exclusivo, ou seja, sendo guineenses, não são outra coisa. Não são portugueses, não são moçambicanos. Então, estamos perante um processo algo complexo e que tem que ser tratado de uma forma responsável e consistente. Não é por estar ligado à literatura, mas eu acho que uma das melhores coisas que se poderia fazer para se consolidar esse processo é apostar na educação. Educação no sentido lato, ensinando as pessoas a gostarem do país. Mostrar quem nós somos, aquilo que nós temos, aquilo que é nosso e, valorizando isso, criar essa noção, essa perceção de que temos algo em comum que nos identifique como guineenses. Porque, quando isso não existe, entram em ação outras noções de identidade: a identidade étnica – por exemplo – ou a identidade religiosa são outras identidades que estão em jogo e que, de certa forma, estão em concorrência com aquilo que devia ser a identidade maior, que é a identidade nacional. Dentro da identidade nacional nós podemos ter várias outras identidades: posso ser guineense e ter uma identidade linguística diferente de um outro guineense; ter uma identidade étnica diferente de um outro guineense; ter uma identidade regional diferente, mas, acima de tudo, tem que existir a identidade nacional que congrega todas essas identidades, que não deve excluir. (…) Há todo um trabalho de promoção – podemos dizer proteção – da identidade nacional que deve ser tomado a sério, sob pena de, destruindo ou enfraquecendo a identidade nacional, se sobreponham outras identidades. É o que temos, por exemplo, neste momento, em vários países da Europa. O caso do dia: a Espanha. Os Catalães, ou uma parte dos Catalães, não se identificam com a identidade nacional espanhola. É um processo algo complexo. Tem que merecer a devida atenção, o que infelizmente não tem acontecido neste país.

e-NCONTROS – Acha que o projeto Cultura i nô balur e projetos semelhantes podem contribuir para esse processo?

AS – Eu acompanhei esse projeto – desde o início tive esse privilégio – em parte porque tenho tido a oportunidade de trabalhar com pessoas ligadas à FEC há vários anos e tenho comentado, tenho conversado, tenho discutido… Eu acho que sim, que, como referi, é na cultura, na educação, que deve basear-se a nossa maior intervenção se quisermos, de facto, consolidar os alicerces do país no seu todo. Porque não se pode falar de liberdade, de igualdade, de todas esses ideais quando não há um trabalho sério no domínio da cultura, no domínio da educação. Como membro da Associação de Escritores tenho podido também participar diretamente nos trabalhos desse projeto – Cultura i nô balur – contribuindo, na medida do possível, juntamente com outros colegas, para que as atividades que nos competem desenvolver sejam feitas da melhor forma possível. Então, voltando à sua questão, a resposta é sim, isso é fundamental, mas nós temos que ir para além disso. Eu vou-lhe dar um exemplo: no quadro de uma das ações que nós [Associação de Escritores da Guiné-Bissau] temos que desenvolver enquanto parceiros deste projeto, há três livros que nós temos que editar. Um deles é de contos tradicionais. Estão previstos quinhentos exemplares. Nós estamos a fazer o máximo para ter: (1) bons contos; (2) contos que sejam úteis ao nosso sistema educativo, uma vez que vão ser bilingues e esta questão da Língua é fundamental. Então estamos a fazer o melhor de nós para que tanto a transcrição – porque sendo contos infantis populares são contos orais – como a redação em português e crioulo seja feita da melhor forma possível. Para que as crianças, quando lêem esses textos, tirem daí alguma mais-valia. Há diversos erros que se fazem no uso do português, sobretudo na escrita… Nós queremos contribuir para um melhor domínio das duas línguas, do crioulo e do português, através da produção de textos de qualidade, que respeitem as regras gramaticais – porque também são textos para alunos. Resumindo: nós queremos que esse projeto tenha sucesso, primeiro porque somos parceiros e, segundo, porque, como cidadãos, queremos o melhor para nós mesmos, para as nossas escolas e para os nossos alunos.

e-NCONTROS – Pegando no exemplo dos contos em contexto educativo… Há uma produção, promove-se a leitura… Como é que a transformação ocorre, a seu ver, neste processo?

AS – Há vários níveis. Há aspetos palpáveis e aspetos não palpáveis. Vamos tomar os menos visíveis, os não palpáveis. Eu venho do sul da Guiné-Bissau, de uma tabanca perto de Catió. Hoje já é Catió. E quando lá vou, faço sempre questão de visitar as escolas. Não a de Catió, que está melhor apetrechada, mas as de periferia. Catió já é uma periferia, agora imagine a periferia da periferia… E sabe o que é que se constata? Há escolas que nunca viram um livro. Não sabem o que é um livro. Têm cadernos, têm na capa os Messis, Ronaldos e companhia limitada, mas livros mesmo… isso é triste, não é?! É muito lamentável. Nós temos professores que… como disse uma estudiosa, e eu não me esqueço disso… A Catarina Laranjeiro disse que assistiu neste país ao maior desastre pedagógico. Pessoas que ensinam em português, mas que não dominam a Língua Portuguesa. Bom, qual é o papel do livro no meio disso tudo? Há a questão da transmissão do conhecimento que se faz através do livro. Mas há também a questão do diálogo que se estabelece através do livro. Há todo um processo de transformação que é desencadeado através do acesso ao livro. Quem não tem acesso ao livro, como é o caso de algumas crianças lá da zona de Catió, tem um handicap grande. Fala-se do livro mas nunca se viu um livro. Há um bloqueio que se cria. Há uma situação que eu chamo de handicap, que não deve ser. E o livro, como meio de transmissão de conhecimento, é fundamental e quando esse livro, o seu conteúdo – como no exemplo dos contos que referi antes – é algo que nos toca, torna-se mais atrativo. São histórias que provavelmente já ouviram contar e que podem, para além dessa atratividade, criar um estímulo de recreação. Nós temos um propósito aqui que é tornar o livro mais próximo do cidadão. Porque aqui existem duas bibliotecas, embora não sejam frequentadas como gostarí

amos que fossem, mas o livro está lá e a etapa seguinte é fazer com que as pessoas tirem proveito disso, mas é preciso todo um trabalho educativo. Porque, sem ter nenhum preconceito nem complexo em relação à oralidade, é preciso reconhecer que todas as sociedades passaram por essa fase e promover o livro como forma de comunicação, de transmissão de conhecimento, e não necessariamente de combate à oralidade. As duas coisas podem coexistir pacificamente. Então, o livro tem um papel especial. Um papel que engendra, de certa forma, uma atitude de mudança. Mudança que passa pela assunção de determinados valores, de determinados conhecimentos que, quer reconheçamos quer não, são fundamentais para o desenvolvimento, quer pessoal, quer coletivo.

e-NCONTROS – A edição de livros também não é fácil na Guiné-Bissau. Como é que um escritor pode encontrar aqui um canal facilitador?

AS – Como pode ser facilitado é simples: é as pessoas entenderem que o livro é útil. Que o livro é provavelmente mais útil do que aparecer na televisão todas as noites a fazer propaganda política. Isso é útil para a carreira pessoal mas, para o progesso do país, é mais útil ter livros. E já vimos qual é o papel social, cultural, científico do livro, mas a única mercadoria que nunca se desvaloriza, que é o conhecimento, está completamente desvalorizada neste país. Então, se houvesse um consenso em relação a outras questões fundamentais, que não passam só pela publicação de um livro – porque isso é consequência de outras políticas que devem ser tomadas – as coisas seriam muito simples. Se em vez das pessoas se concentrarem nessas guerrinhas pelos tachos, dissessem a si próprias “tenho uma missão, tenho um mandato para cumprir”, sujeitas a uma avaliação, talvez se responsabilizassem. Mas como estão lá porque chegaram por outras vias que não têm nada a ver com aquilo que é, do meu ponto de vista, fundamental, não se preocupam. Para além de todos os constrangimentos que há, da falta de estímulo, não há um programa de apoio à leitura, não há um programa de estímulo à progressão literária, por exemplo: muitas vezes temos que imprimir livros fora – a taxa que pagamos pelos livros é a mesma taxa que se paga por uma garrafa de uisque, ou coisas do género. Há uma série de emolumentos que crescem todos os dias. É terrível. Nós tentamos sensibilizar a autoridade: ninguém faz dinheiro publicando livros, editando livros, ninguém! Pelo contrário, perde-se. As pessoas não querem entender. A questão é: porque é que não querem entender? Ninguém pode dar o que não tem. Não tem cultura, não pode dar cultura. Não é pessoa culta, não se importa com a cultura. Então, estamos também perante uma situação em que essa tendência geral tem vindo a ser contrariada de uma forma muito interessante. Repare-se: nos primeiros 20 anos de independência foram publicados 4 ou 5 livros. Estou a falar de ficção, de literatura de uma maneira geral. E quase todos livros de poesia e tudo de gente que estava ligada às estruturas do partido. Depois da abertura, daquilo a que se chamou de liberalização política, ou seja de 1994 a 2014, nós temos mais de 10 livros por ano, em média. Ultimamente quase todos os meses temos um livro novo. Ora, de onde é que saem os financiamentos para esses livros? Do bolso dos autores, na maior parte dos casos. São sobretudo jovens que entendem, felizmente, que mais vale investir na publicação de um livro do que num fato Armani, por exemplo.  Ou seja, há aqui um questionamento, uma espécie de mudança que está a acontecer, que não é muito percetível. (…) Então, estamos perante uma situação em que, de um lado, temos uma ausência total de uma política pública de estímulo – pelo contrário, combate-se isso através de exemplos como os impostos que se cobram – e, por outro lado, um número cada vez maior de jovens que estão a remar contra a maré e fazem o máximo que podem para que os seus trabalhos sejam conhecidos pelos restantes concidadãos. Porque é nessa perspetiva que isso tem que ser visto. Não é uma promoção pessoal. É um trabalho que tem que ser feito de uma forma consistente para promover um diálogo que tem que existir entre os cidadãos desta geração e provavelmente os das gerações vindouras.

e-NCONTROS – Que significado teve para si o facto de “A Última Tragédia” ter sido traduzida para inglês?

AS – Esse livro foi escrito em 84, publicado na Guiné-Bissau em 95 e, em 2017, é o primeiro livro da Guiné-Bissau traduzido para inglês. O significado que isso tem é duplo. Por um lado, como escritor sinto-me contente com o facto de ter sido traduzido, mas como cidadão é um bocado triste. Eu mencionei essas datas justamente por isso: quarenta e tal anos sem ter uma obra de ficção… não é que o inglês seja a língua mais importante, mas tem o lugar que tem. E nós devemos fazer algo para promover a nossa literatura. E não fica bem quando em 1999 se elaborou um projeto de leitura mundial – em que cada país pegava num livro de ficção para se ler e avaliar – e na Guiné-Bissau não havia nenhum traduzido e as pessoas só liam em inglês. Aí constatou-se que, de facto, a nossa situação era aquilo que é, não é?! Muito deficitária… Então, como cidadão não me fica bem ser, estar, num país em que a ficção, a sua literatura, de uma maneira geral, a sua cultura, é tão pouco valorizada. Não é que não haja obras de qualidade mas, no meio da Guiné-Bissau, não se vende. Porque é que não se vende? Porque o país, em si, não tem feito muito para se promover. E hoje em dia existe uma competição não declarada, porque há tanta coisa, tanta coisa, que as pessoas têm que fazer alguma coisa para ter acesso ao sol, digamos assim. E, mergulhados nesta escuridão em que estamos, e não nos preocupando com o que de facto nos devíamos preocupar, é pouco animador. Mas, tal como acontece noutras áreas, temos vindo a fazer algum progresso. É pouco, sim, mas é o suficiente para manter viva a esperança.

O projeto Cultura i nô balur – Uma Estratégia de Educação para a Cultura na Guiné-Bissau – implementado pela FEC, ENGIM – Ente Nazionale Giuseppini del Murialdo, Universidade Católica da Guiné-Bissau, Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, Afectos com Letras e Associação de Escritores da Guiné-Bissau, financiado pela União Europeia, pela Misereor e pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. – visa contribuir para a promoção do património cultural guineense de um modo inclusivo e sustentável, favorecendo o acesso da população guineense a bens e serviços culturais.

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