O impacto das alterações climáticas na igualdade de género
Realizou-se, no passado dia 30 de outubro de 2019, o 1º Intercâmbio Municipal de partilha e troca de experiências, entre comunidades, autoridades locais e OSC, sobre o impacto das alterações climáticas na igualdade de género.
Este encontro, no âmbito do projeto Emanguluko | Promoção da Resiliência nas Comunidades afetadas pela Seca na Província da Huila, teve lugar no auditório municipal de Caluquembe e reuniu elementos da Direção Provincial da Agricultura da Huíla, Administrações Municipais de Caconda e Caluquembe, Organizações da Sociedade Civil com intervenção nos municípios (nomeadamente a FAO e a ADRA) e elementos das comunidades onde se desenvolve o projeto.
Como facilitadora do encontro foi convidada Estela Louçã, coordenadora adjunta do projeto FRESAN, que dirigiu os trabalhos com a assembleia e conduziu a reflexões como “O que é que tem sido feito pelos Núcleos?”; “Quais as consequências das alterações climáticas?”; “O que têm a ver com o género?”; “Qual o impacto?”; e “O que pode ser feito?”.
Resultante do debate, ficou bem patente que são as mulheres quem mais sofrem as consequências das alterações climáticas pois, saindo o homem para procurar trabalho fora da comunidade, é na mulher que recaem todas as tarefas que até então eram repartidas entre homem e mulher, diminuindo assim o seu tempo para garantir a segurança alimentar das crianças e, muitas vezes, o sustento da família quando há, por parte do homem, o abandono completo do lar.
Em conclusão e percebendo-se que “quanto mais meios junto das comunidades, menos tempo é necessário para realizar as tarefas”, ficou o compromisso de maior aproximação entre comunidade e autoridades locais, numa procura de mitigação do impacto das alterações climáticas nas comunidades mais vulneráveis.
Este projeto é promovidoem parceria pela FEC – Fundação Fé e Cooperação, Cáritas de Angola e Cáritas Arquidiocesana do Lubango, com o apoiodo Camões I.P. e Misereor.
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