Cabo Delgado: não nos conformamos com a violência
31 Organizações da sociedade civil pedem envolvimento do Governo e da Presidência Portuguesa da União Europeia
Mais de 30 organizações da sociedade civil manifestam hoje o desejo de que o Governo português e a União Europeia se envolvam na solução da crise humanitária que atinge a região de Cabo Delgado, em Moçambique. Essa convicção encontra-se plasmada no artigo “Cabo Delgado: não nos conformamos com a violência” que está disponível no site do Jornal Público. Nele manifesta-se a preocupação pelo mais de meio milhão de deslocados internos e pelas condições de vida destas pessoas, recordando-se que o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) proporciona assistência humanitária a menos de 10% dos deslocados.
Lembrando a recente visita do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, à região, estas organizações pedem ao Governo que apoie “o Governo de Moçambique na identificação de necessidades e que, respeitando Moçambique como estado soberano, se promova o envolvimento das organizações multilaterais, regionais e dos países vizinhos e da sociedade civil moçambicana”, instando ainda o executivo “a aproveitar a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia (UE) para colocar definitivamente na agenda a crise humanitária de Cabo Delgado”
Movidas pela defesa intransigente da dignidade humana que, sublinham, “não pode ser subjugada a qualquer tipo de interesses”, as organizações signatárias desta tomada de posição dirigem-se também aos meios de comunicação social, pedindo que “informem sobre a crise humanitária de Cabo Delgado e investiguem as diferentes causas desta violência, evitando leituras parcelares.”
Finalmente, estas organizações comprometem-se a mobilizar as suas redes para que o problema não seja esquecido e para que se promova “o cessar da violência, os direitos humanos e um desenvolvimento sustentado”, sublinhando “o papel da sociedade civil moçambicana e, em particular a de Cabo Delgado, com quem trabalhamos.”
Signatários do artigo:
Amnistia Internacional
AMU – Ações para um Mundo Unido
APOIAR, ONGD
Associação Portuguesa de Solidariedade Mundo Unido João Paulo II
AVOAR
Caritas Portuguesa
Centro Missionário Arquidiocesano de Braga
CIDAC
Comissão Nacional Justiça e Paz
Conferência Episcopal Portuguesa
CPR – Conselho Português para os Refugiados
Fundação Ajuda à Igreja que Sofre
Fundação Champagnat
Fundação Fé e Cooperação
Fundação Gonçalo da Silveira
Grupo Missão Mundo
Instituto Marquês de Valle Flôr
JRS Portugal – Serviço Jesuíta aos Refugiados
Juventude Mariana Vicentina Portugal
O Grão
OMAS – Leigos Boa Nova
PAR – Plataforma de Apoio aos Refugiados
PROCURA – Missões Claretianas
Província Nossa Senhora do Rosário da Congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena
Província Portuguesa da Companhia de Jesus
Província Portuguesa da Congregação do Espírito Santo
Província Portuguesa da Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus
Rosto Solidário
Sol sem Fronteiras – Associação de Solidariedade Jovem Sem Fronteiras
União das Misericórdias Portuguesas
União Missionária Franciscana
VIDA
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