Cabo Delgado: não nos conformamos com a violência

22 Jan, 2021

31  Organizações da sociedade civil pedem envolvimento do Governo e da Presidência Portuguesa da União Europeia

Mais de 30 organizações da sociedade civil manifestam hoje o desejo de que o Governo português e a União Europeia se envolvam na solução da crise humanitária que atinge a região de Cabo Delgado, em Moçambique. Essa convicção encontra-se plasmada no artigo “Cabo Delgado: não nos conformamos com a violência” que está disponível no site do Jornal Público. Nele manifesta-se a preocupação pelo mais de meio milhão de deslocados internos e pelas condições de vida destas pessoas, recordando-se que o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) proporciona assistência humanitária a menos de 10% dos deslocados.

Lembrando a recente visita do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, à região, estas organizações pedem ao Governo que apoie “o Governo de Moçambique na identificação de necessidades e que, respeitando Moçambique como estado soberano, se promova o envolvimento das organizações multilaterais, regionais e dos países vizinhos e da sociedade civil moçambicana”, instando ainda o executivo “a aproveitar a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia (UE) para colocar definitivamente na agenda a crise humanitária de Cabo Delgado”

Movidas pela defesa intransigente da dignidade humana que, sublinham, “não pode ser subjugada a qualquer tipo de interesses”, as organizações signatárias desta tomada de posição dirigem-se também aos meios de comunicação social, pedindo que “informem sobre a crise humanitária de Cabo Delgado e investiguem as diferentes causas desta violência, evitando leituras parcelares.”

Finalmente, estas organizações comprometem-se a  mobilizar as suas redes para que o problema não seja esquecido e para que se promova “o cessar da violência, os direitos humanos e um desenvolvimento sustentado”, sublinhando “o papel da sociedade civil moçambicana e, em particular a de Cabo Delgado, com quem trabalhamos.”

Signatários do artigo:

Amnistia Internacional

AMU – Ações para um Mundo Unido

APOIAR, ONGD

Associação Portuguesa de Solidariedade Mundo Unido João Paulo II

AVOAR

Caritas Portuguesa

Centro Missionário Arquidiocesano de Braga

CIDAC

Comissão Nacional Justiça e Paz

Conferência Episcopal Portuguesa

CPR – Conselho Português para os Refugiados 

Fundação Ajuda à Igreja que Sofre

Fundação Champagnat

Fundação Fé e Cooperação

Fundação Gonçalo da Silveira

Grupo Missão Mundo

Instituto Marquês de Valle Flôr

JRS Portugal – Serviço Jesuíta aos Refugiados

Juventude Mariana Vicentina Portugal

O Grão

OMAS – Leigos Boa Nova

PAR – Plataforma de Apoio aos Refugiados

PROCURA – Missões Claretianas

Província Nossa Senhora do Rosário da Congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena

Província Portuguesa da Companhia de Jesus

Província Portuguesa da Congregação do Espírito Santo

Província Portuguesa da Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus

Rosto Solidário

Sol sem Fronteiras – Associação de Solidariedade Jovem Sem Fronteiras

União das Misericórdias Portuguesas

União Missionária Franciscana

VIDA

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